Respeitável público...

Sou Luciana de nascimento e Luma Carvalho por batismo.
Brinco desde pequena de escrever e de inventar realidades. Sou poeta, professora,mãe de Ícaro e Cauã, namorada (sempre) de Edson e integrante do Grupo Casarão de Poesia. Hoje, e por mais alguns meses, estou em estado de buchudismo, gravidismo... guardo no ventre mais uma surpresinha de chorinhos, xixis, cocôs, cantigas e amor infinito.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

À um menino bem especial...








Só um jeitinho bem carinhoso de homenagear 
uma criatura muito especial e que amo muito: 
Wescley... meu amigão e cunhadão e paizão de Iaguinho!

Parabéns, Wescley!!!


Wescley já todo feliz e eufórico com o Casarão que estava nascendo: Caravana da Cidadania e Cultura
 

Era uma vez um menino que carregava água na peneira e nas costas as asas de um anjo de uma certa barca vicentina. O menino gostava de brincar com as palavras e com os sons que elas faziam, tanto que gostava de brincar com as pessoas que o cercavam recitando uns versos que diziam mais ou menos assim:
  
             “Como dois e dois são quatro
             sei que a vida vale a pena
             embora o pão seja caro
             e a liberdade pequena”. 

Wescley e a Orquestra de Violões do Seridó Oriental em uma escola da cidade de Lagoa Nova

Esse menino que às vezes o viam diferente demais porque gostava de carregar água na peneira viu que podia inventar imagens e histórias com as palavras. Então ele começou a inventar imagens e histórias. Viu no bafo da cuscuzeira a nuvem que corre pelo céu e vira bicho; viu no vaqueiro aboiando o trovador apaixonado ensaiando versos para chamar a amada; viu nas fendas da terra seca as mãos de deus em concha aguardando a chuva para abençoá-la. 

Wescley e Paula Érica abraçados a Chico César

Foi aí que o menino percebeu que carregar água na peneira pra inventar suas histórias só fazia sentido se pudesse compartilhá-las com outras pessoas. Então o menino que carregava água na peneira viu que precisava conhecer outras pessoas, por isso começou a ficar um pouco triste, porque queria ter amigos com quem pudesse brincar e carregar água na peneira. 
Deu então pra inventar poesias...


Seus sonhos de menino poeta se uniram aos de outros tantos meninos e meninas que juntos criaram o Casarão de Poesia...
Wescley ao lado dos amigos e parceiros do Grupo Casarão de Poesia



Wescley ao lado de seu menininho lindo: Iaguinho










terça-feira, 24 de maio de 2011

releituras...


depois de conversar com quintana...

no retrato que me traço
quase sempre me atrapalho
às vezes me rabisco pipa
outras vezes me rabisco pássaro

às vezes me pinto séria
mulher madura
salto alto
mas quando me vejo assim:
tão comedida senhora
pego o rabisco às pressas
e num só tempo o estilhaço
o jogo para o alto

me agarro então às cores da aquarela
e pouco a pouco
me pinto na imensa tela

no final, o que verei?
uma menina equilibrista
boneca na mão
vestido de chita
brincando de ser mulher
cai não cai do salto alto

Luma Carvalho

quarta-feira, 16 de março de 2011

4ª Edição da Comemoração ao Dia da Poesia em Currais Novos

"Não é o dia da vovó
não é o dia da titia
é o Dia da Poesia
no Casarão de Poesia"

Palhaço Bicolino (Rodrigo Bico)





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em breve, novidades quentinhas e poéticas! Ainda é segredo...

Sumida por boas razões...
Estou trabalhando em um novo projeto que além de me instigar bastante, anda me pedindo tempo, colo, cuidados...

Em breve, apresento a novidade por aqui!!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inspirações poéticas...

Essa mulher belíssima é Alice Ruiz, poeta paranaense, nascida em Curitiba, em 22 de Janeiro de 1946.


Essa é Luma Carvalho, belíssima quando amada, poeta currais-novense, nascida em 22 de Janeiro de 1979.


Alice começou a escrever versos aos dezesseis anos e por muito tempo os guardou na gaveta.
Aos 22 anos casou-se com Paulo Leminski, também poeta, com quem viveu uma linda história de amor.
  

Luma começou a escrever aos doze anos alguns ensaios do que depois seriam poesias.
Aos 31 anos casou-se com Edson Neto, músico, com quem vive uma história de amor linda, linda, linda...


Alice Ruiz teve três filhos com o poeta Leminski e publicou até hoje 19 livros. Grande parte de sua obra já foi musicada por diversos artistas, dentre eles: Adriana Calcanhoto, Itamar Assumpção,
Alzira Espíndola, Arnaldo Antunes, Ceumar, dentre outros.


Luma tem dois filhos e quatro gatos, criaturas a quem dedica horas, cuidados e afagos. Já teve alguns dos seus poemas publicados em algumas coletâneas e folhetos. É apaixonada por poesia e hoje dedica suas leituras aos versos de Alice Ruiz, poeta a quem dedica essa postagem e os versos abaixo.




se me perguntar mais uma vez se te amo,
me nego a responder!

me derramo inteiro em você...

Luma Carvalho


quer saber se o gato está feliz?
é só olhar pro rabo
que ele diz...

Luma Carvalho



terça-feira, 23 de novembro de 2010

a uma menina muito especial...

Era uma vez uma menina bem menina...


Era uma vez uma menina muito linda e muito calma. Carregava no nome a meninice do mundo inteiro:
era conhecida como maria menina.
Gostava de ir à escola, ajudar sua mãe, fazer as lições de casa e brincar com sua irmãzinha.


Todas as tardes maria menina afrouxava a imaginação e a deixava ganhar outros mundos voando, bem alto.
Nesse instante, chamava sua irmã para brincar de reinventar a vida: costumavam brincar de tudo um pouquinho, mas nada era mais fascinante do que brincar de casinha.
Maria menina assumia logo o posto de cuidadora, a senhorinha da casa, e pronto: lançava-se aos infinitos cuidados e afagos com a sua à irmã mais nova.
Tanto que não tardou em ganhar de sua irmã um outro nome: cumade. Maria menina não gostava muito, mas logo começou a entender que aquele nome era só um jeitinho carinhoso que sua irmã tinha de dizer que a amava. Mas maria menina era curiosa e logo cedo inventou de conhecer outros mundos. Tanto que cresceu loguinho, loguinho.

Virou menina-moça. 
 


Foi aí que maria menina começou a perceber o quanto era bom ter pessoas por perto que a amassem e
que gostassem de receber um pouco daqueles
cuidados e afagos, como sua irmã.

Maria menina viu que precisava conhecer outras pessoas, fazer novos amigos com quem pudesse brincar
e ofertar cuidar.

Deu então pra inventar poesias...


OBS.: (Observe Bastante Sim?!)
Preparei esse texto com muito carinho para contar um pouquinho apenas da história dessa criatura que amo e admiro tanto: Elina Carvalho, irmã, amiga, mãe de uma menina linda, Leilinha , casada com um homem bem especial, Mendes, poeta que fotografa e pinta o cotidiano, assistente social de grande competência e uma mulher dona de muitos encantos e sabedoria..

domingo, 7 de novembro de 2010

Proseando...


Gosto da palavra senhora. Principalmente se for dita por alguém mais velho ou mais velha que eu. De cabelos brancos, então, meu deus...


É como se eu me transportasse para um outro estado de espírito, um outro universo, e uma certeza de si me tomasse por inteira. E aí, finalmente, compreendo dentro dos meus 30 e poucos anos de idade o que tanto teimam alguns em explicar e poucos dedicam-se a entender: não é velho o que ficamos com o tempo. Não.

Ficamos, sim, prontos pra vida. E prontos porque já aprendemos a esperar e a entender porque o agora é chamado de presente.


Ficamos mais livres de todas as amarras que a juventude nos impõe e nem precisamos mais gritar, berrar aos quatro cantos a nossa liberdade, porque ela existe, é real - e isso basta.


Ficamos mais abertos, inclusive ao novo, e se esse mesmo novo não nos atrai, somos tranquilos em simplesmente deixá-lo passar.


Ah! Como gosto da palavra senhora. Muito.
Sou sim, senhora. Sim senhora!
Mas, senhora de mim.