Respeitável público...

Sou Luciana de nascimento e Luma Carvalho por batismo.
Brinco desde pequena de escrever e de inventar realidades. Sou poeta, professora,mãe de Ícaro e Cauã, namorada (sempre) de Edson e integrante do Grupo Casarão de Poesia. Hoje, e por mais alguns meses, estou em estado de buchudismo, gravidismo... guardo no ventre mais uma surpresinha de chorinhos, xixis, cocôs, cantigas e amor infinito.




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Em homenagem ao Casarão e aos seus lindos moradores que tanto amo...








era uma vez...


era uma vez uma casa
deixe-me ver como falo dela:
era uma casa muito engraçada
tinha teto, tinha calçada
tinha porta, tinha janela
trinco, ferrolho e tramela
mas ninguém morava nela

ninguém queria
entrar nela não
porque a casa
era sem emoção

foi quando um certo dia
colorido como em carnavais
aconteceu um encontro
entre pessoas especiais:
 

o menino que carregava
água na peneira
tava todo tristonho
pensando besteira

  não sabia o que fazer
tentou ensaiar umas cantigas
mas logo deu de cara
com a menina das formigas


 

 logo, logo se gostaram
e saíram saltitantes
quando no meio do caminho
encontraram a menina cantante


 deram logo as mãos
começaram a sorrir
e pelo mesmo caminho
continuaram a seguir

até que o menino
por um minuto parou
olhou pras duas meninas
e em voz alta falou:

olha só o que encontrei!
o que? o mapa da mina?
não, vejam vocês
é ela, a maria menina
 

ufa! que sorte a nossa!
isso sim é um tesouro
pois veja quem está ali
e não é o menino curioso


é ele sim, que sorte a nossa
acho que agora não falta mais nada
como assim? falta sim
chegou ela: a menina avoada



e os pequenos poetas
continuaram a caminhada
só pararam quando encontraram
a tal da casa engraçada

foi então que aquela casa
a do começo dessa história
abriu enfim suas portas
e vive em tempos de glória


tudo por causa desses poetas
que se entregam de alma e coração
hoje a casa engraçada
é conhecida como o casarão
e vivem de levar poesia
e encher as ruas de emoção...

sábado, 20 de agosto de 2011

Só pra falar dos meus filhotes...

"Espião de meus bastidores
Olhou minhas entranhas enquanto virava ser humano
quieto dentro de mim como as palavras antes de serem poesia"

Elisa Lucinda 

Iquinho e Cauãzinho... meus furacõezinhos falantes...


Esse aqui é Henriquinho... habitando meu ventre quentinho

Amo esses meninos maluquinhos que movimentam minhas horas e enchem minha vida de alegria, palavras, cuidados, de amor mais que infinito e absoluto... sempre e para sempre...

Sou a mamãe mais feliz do mundo, sabia???

terça-feira, 21 de junho de 2011

Encontros poéticos...



No meio do caminho tinham curvas

Ah... A curiosidade me fez chegar esses dias mais perto do universo de José Bezerra Gomes... 


"Os espinhos do sertão trago todos na memória:
mandacaru, xique-xique, macambira, palmatória" 

Recentemente, desbravei matos e caminhos desconhecidos até chegar na casa onde esse escrevedor seridoense 
de versos e histórias nasceu...

Tinha uma porteira no meio do caminho

Sítio Brejuí é o nome do lugar que guarda as primeias horas da vida daquele que um dia viria a ser um grande escritor, "cutucador" das miudezas cotidianas desse seridó feito de espinhos, chuva, sequidão, romances, seridó feito de vida sentida desde a sola do pé pisando na terra, 
ora seca, ora molhada, mas terra viva, sempre viva...

"O vento levantava redemoinhos açoitando a porta da frente da casa"

Foi emocionante sentir os cheiros e os sons daquele lugar, apesar de abandonado, solitário demais.
No meio do caminho também tinha um mata-burro

Êta, José, não posso fazer mais nada, viu? Me apaixonei por tua poesia, teus romances, teus personagens...

Casa onde nasceu José

E agora, José?

José, e agora?


quinta-feira, 9 de junho de 2011

À um menino bem especial...








Só um jeitinho bem carinhoso de homenagear 
uma criatura muito especial e que amo muito: 
Wescley... meu amigão e cunhadão e paizão de Iaguinho!

Parabéns, Wescley!!!


Wescley já todo feliz e eufórico com o Casarão que estava nascendo: Caravana da Cidadania e Cultura
 

Era uma vez um menino que carregava água na peneira e nas costas as asas de um anjo de uma certa barca vicentina. O menino gostava de brincar com as palavras e com os sons que elas faziam, tanto que gostava de brincar com as pessoas que o cercavam recitando uns versos que diziam mais ou menos assim:
  
             “Como dois e dois são quatro
             sei que a vida vale a pena
             embora o pão seja caro
             e a liberdade pequena”. 

Wescley e a Orquestra de Violões do Seridó Oriental em uma escola da cidade de Lagoa Nova

Esse menino que às vezes o viam diferente demais porque gostava de carregar água na peneira viu que podia inventar imagens e histórias com as palavras. Então ele começou a inventar imagens e histórias. Viu no bafo da cuscuzeira a nuvem que corre pelo céu e vira bicho; viu no vaqueiro aboiando o trovador apaixonado ensaiando versos para chamar a amada; viu nas fendas da terra seca as mãos de deus em concha aguardando a chuva para abençoá-la. 

Wescley e Paula Érica abraçados a Chico César

Foi aí que o menino percebeu que carregar água na peneira pra inventar suas histórias só fazia sentido se pudesse compartilhá-las com outras pessoas. Então o menino que carregava água na peneira viu que precisava conhecer outras pessoas, por isso começou a ficar um pouco triste, porque queria ter amigos com quem pudesse brincar e carregar água na peneira. 
Deu então pra inventar poesias...


Seus sonhos de menino poeta se uniram aos de outros tantos meninos e meninas que juntos criaram o Casarão de Poesia...
Wescley ao lado dos amigos e parceiros do Grupo Casarão de Poesia



Wescley ao lado de seu menininho lindo: Iaguinho










terça-feira, 24 de maio de 2011

releituras...


depois de conversar com quintana...

no retrato que me traço
quase sempre me atrapalho
às vezes me rabisco pipa
outras vezes me rabisco pássaro

às vezes me pinto séria
mulher madura
salto alto
mas quando me vejo assim:
tão comedida senhora
pego o rabisco às pressas
e num só tempo o estilhaço
o jogo para o alto

me agarro então às cores da aquarela
e pouco a pouco
me pinto na imensa tela

no final, o que verei?
uma menina equilibrista
boneca na mão
vestido de chita
brincando de ser mulher
cai não cai do salto alto

Luma Carvalho

quarta-feira, 16 de março de 2011

4ª Edição da Comemoração ao Dia da Poesia em Currais Novos

"Não é o dia da vovó
não é o dia da titia
é o Dia da Poesia
no Casarão de Poesia"

Palhaço Bicolino (Rodrigo Bico)





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em breve, novidades quentinhas e poéticas! Ainda é segredo...

Sumida por boas razões...
Estou trabalhando em um novo projeto que além de me instigar bastante, anda me pedindo tempo, colo, cuidados...

Em breve, apresento a novidade por aqui!!!